E o curso de inglês?
Vida de imigrante não é mole! Além de ter que se virar sozinho (mãe, que falta que a sua ajuda com as tarefas de casa está fazendo), tem que se adaptar, tem que melhorar os idiomas, tem que estudar para melhorar o currículo, tem que fazer atividade física, tem timelines para cuidar, tem que arranjar tempo para criar bons projetos… É tanta coisa que nem sei em qual ordem elas vão sendo feitas. É um pouquinho de cada uma, melhorando aos poucos, porém como um todo.
Ontem eu fiz a prova de nivelamento do curso de inglês da McGill (próxima estação do ano: primavera). Eu abandonei o outro curso que estava fazendo pois não gostei do professor. Todo mundo achava que ele enrolava mais do que ensinava, além de ensinar com metodologia própria (diferente do que tinha escrito nos livros). Enfim, como não podia mudar de professor, acabei saindo do curso. Nessa época eu estava meio sem grana, então não pude entrar logo em outro curso.

Posso usar a desculpa da porrada na cabeça para não falar, só escrever?
Ultimamente o contato que venho tendo com inglês é somente leitura, filmes (com legenda em inglês) e um pouco no trabalho. Não vejo a hora de conseguir conversar bem em inglês, sem ficar travando. Com francês eu não sinto mais essa dificuldade, apesar de saber que também preciso estudar. Vou aproveitar que o curso de inglês só começa em Abril e estudar francês em casa mesmo.
No último domingo, foi ao ar a entrevista que eu tinha comentado aqui no blog. Gostei de participar do programa e de conhecer Thaíssa Duarte, uma pessoa muito divertida e competente (ela também fez algumas outras matérias para a Rádio Parati).
Para ouvir a programação do último domingo (dia 22), é só dar o play abaixo:
:)


Massa a entrevista ao programa Parati, mancebo!
A menina que me entrevistou é super gente boa. Ela faz as mesmas palhaçadas que você faz. Lembrei muito de você na hora. :)
me inscrevi no outro curso de inglês que vc divulgou no seu site e também não gostei (high school of montreal, perto do metro sherbrooke). mas no meu caso, nao gostei por dois motivos. 1) o curso é ruim mesmo, talvez por isso seja tão barato. as classes são cheias, havia uns 30 alunos ou mais. metodologia? nenhuma. o professor distribuía uns 3 textos durante a aula, dividia a turma em grupos de 7 (!!!!) e mandava a gente discutir cada texto. ah, e antes da discussão havia leitura silenciosa e depois em voz alta, de cada texto. mas, agora passo ao motivo número 2 que me fez largar o curso. o que mais me deixou chateada e me fez abandonar o curso foram alguns colegas russos (do sexo masculino). quando me perguntaram de onde eu vinha, eu disse “brasil”. os dois então disseram “hot girls” e começaram a rir. pra mim foi o fim. já pago o preço por ser imigrante e mulher e, o maior de todos, por ser brasileira. ainda estou passando por uma dificil fase de adaptacao, principalmente pelo fato de estar sozinha e ser mulher. achei que aqui nao teria que enfrentar certos machismos, mas meu castelo ruiu no primeiro mês de canadá. choque de realidade. abandonei o curso de inglês dois dias depois de ter começado. também sofri assédio sexual na uqam, fiz denúncia na segurança.
Caraca Camila, que relato você fez.
Quanto ao curso de inglês, eu vi que esse curso não iria ter um bom rendimento. O curso tinha cara mesmo de ser lento, pelo número grande de alunos e pelo desnível entre eles.
Uma pena essa situação de assédio sexual e do preconceito das pessoas. Bom, como eu comentei no outro post, aqui também tem pessoas idiotas e de má indole. Disso não dá pra escapar, mas eu acho que a incidência é bem menor. Além das leis existirem e serem mais aplicadas.
Tomara que essa fase passe logo e você consiga se adaptar legal.
Abraços